Nanotecnologia: Esperanca para cura do cancer de Pâncreas

dezembro 1, 2009 por pjresende

O câncer de pâncreas é um dos mais graves para os pacientes, com expectativa de sobrevida média de seis meses. Para enfrentar essa ameaça, surgiu uma esperança, vinda da nanotecnologia: Tayyaba Hassan, especialista do Hospital Geral de Massachusetts e do MIT, desenvolve pesquisas pioneiras para a utilização de duas nanocélulas no combate a esse tipo de ameaça à vida. Os resultados do seu estudo foram apresentados em uma conferência internacional sobre o tratamento do câncer.

Ainda que as pesquisas ainda estejam em seus estágios iniciais, as perspectivas são animadoras.

Para saber mais, veja aqui.

Inovação: pós-2009

outubro 6, 2009 por pjresende

O ano já entrou em seu último quarto e agora me surge à cabeça uma reflexão: ao longo de 2009, houve uma singular mobilização de atores em torno do tema “inovação”: ANPEI, ANPROTEC, SEBRAE, BNDES, CNI, Endeavor, além da FINEP, abordaram a questão da inovação em grande escala. Alem desses, o trocadilho “I9 / 2000inove” povoou a mente de todos devido à grande adesão à ideia, empregada em marcas de isotônicos, propagandas de bancos comerciais, o que também havia ocorrido no ano passado nos EUA com o trocadilho “innov8″.

Mas… e 2010? Será que todos guardarão o mesmo fôlego? Será ainda a inovação importante?

Para instituições como a OECD, a resposta é obviamente positiva. Esperemos que seja também para todos nós, dada a correlação que a inovação apresenta com outras coisas almejadas, como riqueza e desenvolvimento.

Convergência Digital no Brasil: alguns pensamentos

julho 23, 2009 por pjresende

Caros leitores: decidi reproduzir aqui uma participação minha em uma discussão sobre convergência digital no Brasil. Espero comentários e críticas para o enriquecimento da questão.

 

Há vários pesquisadores e profissionais de áreas afins que afirmam que o processo de convergência digital se dará de forma cada vez mais intensa em todos os países. O Brasil não será diferente: aos poucos, a população tem se envolvido nesse processo por meio do acesso à internet, de serviços interativos de operadoras celulares e até mesmo a partir dos mais tradicionais meios de comunicação: TV aberta e rádio AM/FM.

Em relação à TV aberta, é bom levarmos em conta que o sistema analógico ainda sobreviverá alguns anos, provavelmente além das estimativas do governo, uma vez que a TV digital ainda não decolou. Com isso, passa a ser importante levar em conta as experiências de convergência já em curso, como os programas interativos que integram sinal de TV aberta, envio de mensagens SMS e salas de chat simultanenamente. O rádio tem caminhado de forma semelhante: cada vez mais, surgem programas que, ao invés de lerem as cartas dos ouvintes, leem emails, torpedos e outras formas de comunicação instantânea.

As empresas precisam estar atentas a essas oportunidades, evitando os discursos milagrosos dos gurus de negócios 2.0, 3.0 etc. Sessões de bate-papo são tão interativas quanto teleconferências, mas são muito mais baratas. O elemento crítico no processo de convergência é a comunicação em tempo real, somada à possibilidade de socialização e compartilhamento de conteúdo. Tecnologias são meios para que isso seja viabilizado.

Em relação aos diferenciais desse processo em nosso país, confesso que não sei a fundo como o processo de convergência digital tem se dado nos outros países da AL, mas uma coisa a ser destacada aqui é que o processo de convergência digital tem se caracterizado por dois aspectos:

1) a inclusão digital ser uma bandeira de cunho social; e

2) a convergência ser predominantemente realizada por meio de telefones celulares, e não de computadores.

O fato da inclusão digital estar alinhada a propostas de natureza social significa que, num primeiro momento, ampliar a base de indivíduos que acessam a internet não quer dizer, necessariamente, a ampliação do mercado para os negócios online. Em compensação, é concreta a ampliação da participação dos novos usuários em serviços de compartilhamento de informações, desde aqueles de comunicação instantânea (chats, MSN, ICQ etc.) até portais como a wikipedia e o Transparência Brasil.

E não devemos esquecer que, como há dezenas de milhões de celulares por aí, as empresas devem estar atentas aos usuários que visitam seus sites em aparelhos com telas reduzidas. São poucas as empresas que preparam seus sites para esse tipo de acesso.

Google Chrome OS: impressões

julho 13, 2009 por pjresende
 
Aos poucos, vai se delineando como será o Chrome OS, sistema operacional que a Google lançará nos próximos meses. Tendo em vista a briga em curso pelo domínio do mercado global, é inevitável estabelecer algumas comparações com a rival Microsoft.
 
A primeira delas é a inovação na abordagem: enquanto a trajetória histórica da MS consistiu na transposição dos seus produtos para o ambiente web, a Google segue exatamente a mesma rota, mas no sentido contrário: a partir do Chrome, chegará em breve aos desktops de todo o mundo.
 
Uma das características descritas que pode trazer mais impacto para a rápida expansão do Chrome OS no universo dos usuários domésticos é a possibilidade dele rodar alguns serviços em nuvem, reduzindo a demanda por recursos pertencentes à máquina do usuário. A partir de uma conexão com a internet, a capacidade de processamento pode ser reforçada conforme a necessidade, reduzindo a busca por constantes upgrades que caracteriza o universo da informática nos últimos meses.
 
O fato do sistema operacional rodar sobre o kernel do Linux garante razoável estabilidade e a arquitetura do sistema tem como característica a manutenção da total independência entre as janelas abertas. E a possibilidade de desenvolvimento de aplicativos por outros desenvolvedores dá indicações de que há grandes chances de uma rápida expansão.
 
Ainda residem algumas dúvidas: o Chrome OS será pago? Qual será o tamanho do arquivo para download? A Google pretende investir no mercado corporativo? As grandes empresas do ramo vão aderir à plataforma?
 
Independente das respostas, configura-se um futuro no qual a disputa será acirradíssima.

Second Life Brasil e MySpace.br – sobre o fim

julho 13, 2009 por pjresende
O primeiro semestre do ano foi marcado pelo fim das atividades, em território nacional, de dois serviços internacionais: MySpace e Second Life não possuem mais uma base de operações em território nacional. Até onde pude perceber, o fato não trará efeitos maiores do que uma pequena mudança na forma de pagamento dos serviços / recursos pagos. Os escritórios locais não eram mais do que bases avançadas em nosso país.
 
Observando algumas discussões sobre o assunto, uma das coisas que saltou aos olhos foi o fato de diversos usuários nem mesmo saberem, até a divulgação da notícia, que havia existitdo uma filial “.br” dos dois. Convenhamos: ambos os sites tinham nichos específicos, em sua esmagadora maioria early adopters que já haviam sido arrebatados pelas versões “.com” originais. A base nacional não apresentava um diferencial na estratégia dos dois grupos. Ainda que as estatísticas sobre o crescimento e a base de usuários do país sejam animadoras, o fato é que elas não refletem crescimentos proporcionais nas bases de usuários cadastrados nos diferentes serviços, muito menos o crescimento proporcional dos usuários que contratam serviços online pagos de qualquer natureza.
 
Não há como negar que os anúncios têm a ver com a crise econômica mundial. Não foi coincidência o fechamento da filial brasileira do MySpace no mesmo mês em que o grupo anunciou a demissão de 420 funcionários.  Independente do fato, o domíno br.myspace continua ativo, e redireciona o acesso para o site internacional.
 
O mesmo sentido de continuidade não pode ser percebido no caso do Second Life Brasil. O site oficial, da MainLandBrasil, responde a cada tentativa de acesso com um runtime error. O aparente abandono parece ser apenas mais um indício de uma estratégia que não foi capaz de assegurar uma base regular de usuários brasileiros.
 
Quem perdeu? Os executivos e funcionários das filiais brasileiras. Quem ganhou? Provavelmente ninguém. E os usuários? Para a grande maioria, o barco segue sem maiores transtornos.

IX Encontro Anual da ANPEI: Impressões

junho 9, 2009 por pjresende

ANPEI – Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras – promove seu encontro a partir de um tema central capaz de mobilizar a comunidade empresarial. Para o ano de 2009, definiu a sustentabilidade como o eixo central do evento.

A grande maioria dos “big players” do assunto estão aqui: FINEP, MCT, SEBRAE, BNDES, CNPq marcam presença em estandes, ao lado do sistema indústria do Rio Grande do Sul, do Sistema Mineiro de Inovação e de outros atores. Representantes de empresas como FIAT, Brasken, Motorola e Vale trazem peso à discussão e, em sessões temáticas ou no cafezinho, dezenas de casos relacionados ao tema são debatidos.

Mais do que um promotor de tendências, o encontro serve para a reunião de grandes lideranças em torno de um tema comum. Em que outras oportunidades temos o encontro entre executivos de grupos empresariais que somam bilhões em faturamento anual para discutir P&D? Mais do que isso: que outras instituições conseguem permanecer isentas de influência política como vemos ocorrer com a ANPEI, que já completa 25 anos de existência?

Vale a pena acompanhar o evento e os seus possíveis desdobramentos.

Novo serviço online: LEXML

junho 2, 2009 por pjresende

Hoje decidi testar o LEXML, uma ferramenta que se apresenta como uma rede de informação legislativa e jurídica.

Apesar de ainda estar em fase beta, o site dá um banho no quesito usabilidade. Para o teste, fiz algumas consultas, e para todas os resultados foram muito bons. A ferramenta é veloz e tem integração com outros sites, como por exemplo o do senado federal.

A pesquisa pode ser aprimorada por meio da utilização de diversos filtros disponíveis, o que facilita muito qualquer pesquisa relacionada ao universo das leis.

O que eu vi de especial no site? Além de viabilizar o acesso rápido e confiável a todas as informações pertinentes, o usuário passa a contar com uma poderosa ferramenta para acompanhar a dinâmica das leis do seu interesse. No mesmo site, temos acesso às proposições legislativas e à jurisprudência. A ferramenta dá mais transparência à legislação, às possíveis modificações e à forma pela qual ela vem sendo aplicada.

Para o e-cidadão, um avanço.

 

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PITE – Personalidades da Inovação, Tecnologia & Empreendedorismo

abril 16, 2009 por pjresende

A partir de agora, inicio uma série de posts sobre personalidades que tratam do forma séria em nosso país os temas inovação, tecnologia e empreendedorismo.
 
O PITE nada mais é do que uma “coleção” de profissionais de todos os setores que são referência pelo discurso, prática ou pela produção acadêmica (alguns deles são bons nas três áreas).
 

No Inoveiro.

Outliers – Fora-de-Série

abril 2, 2009 por pjresende

Na semana passada, terminei a leitura do livro Outliers – Fora de Série, de Malcolm Gladwell, com edição brasileira lançada pela editora Sextante no ano passado.

Diferente dos livros que geralmente abordam as personalidades como seres mitológicos, com qualidades incomparáveis, a obra fala sobre pessoas que consideramos espetaculares (Bill Gates, os Beatles e outros) que, de fato, são tão humanos e comuns quanto nós mesmos. Aliás, não exatamente como nós: a diferença entre os indivíduos comuns e as pessoas consideradas fora-de-série se baseia numa combinação de fatores tais como oportunidades, trabalho duro e talento.

O autor faz um excelente trabalho ao colaborar para a demolição do mito referente à superioridade dos grandes homens. Mais do que isso: atribui o sucesso de alguns a fatores tão incontroláveis como, por exemplo, a data-limite  para a admissão de esportistas nas categorias de base de hóquei ou basquete, além de variáveis que, mesmo incontroláveis, são de outras naturezas, como tendências de mercado, mudanças tecnológicas e crises econômicas.

É claro que todo indivíduo tem a possibilidade de “construir” o seu sucesso, e um elemento central na discussão é o empenho medido em horas de dedicação. Na obra, Malcolm Gladwell adota o conceito das 10.000 horas de treino, ou seja: trabalho duro e prática, abrangendo também o estudo e outros fatores relacionados à experimentação.

Por fim, é inegável que habilidades naturais e experiências pregressas contribuem para o sucesso, mas numa perspectiva histórica, muito distante de afirmar, por exemplo, que determinada pessoa nasceu “destinada a brilhar”.

Ao humanizar a questão, o autor nos mostra que qualquer um de nós pode se tornar alguém fora-de-série.

Sabedoria Popular e Tecnologias Sociais

dezembro 12, 2008 por pjresende

Foi por acaso que recebi uma ótimo texto de autoria de Rodrigo Fonseca, tratando de uma abordagem das tecnologias sociais a partir da sabedoria popular. Recomendo, é um primor.

Para ler o texto completo, clique aqui. Reproduzo abaixo um trecho, para atiçar a curiosidade:

A primeira coisa que precisamos entender sobre TS é que o processo é tão ou mais importante que o resultado em si. O que deve se buscar com TS é um processo que resulte em relações sociais marcadas pela mudança na forma de construção, uso e difusão da base material da vida cotidiana: a tecnologia. Por tecnologia entendemos, muito além dos aparatos físicos, o conjunto de conhecimentos e condições para produção, uso e disseminação que promovem incrementos à produtividade do trabalho.”